Eu Helpo Tu Helpas: iniciativa da Helpo é apresentada em Lisboa
O músico Tatanka e o fotógrafo e realizador Arlindo Camacho, amigos de infância, embarcaram no último mês de Março rumo a Moçambique, para uma residência itinerante artística e solidária, a convite da Organização Não Governamental para o Desenvolvimento Helpo. E depois de me ter cruzado com os dois no Aeroporto de Maputo (ver aqui), encontro-os de novo recentemente na sala de extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde apresentaram o trabalho que resultou dessa viagem de nove dias, que lhes soube a pouco. Estiveram nessa altura na cidade de Maputo, na Ilha de Moçambique e em algumas zonas rurais do interior da província de Nampula, onde conheceram jovens instrumentistas bolseiros da Helpo, bailarinos, artistas, o escritor angolano José Eduardo Agualusa, o músico Stewart Sukuma ou o poeta Wilson Casemiro (e todos participam no projecto). Mas encontraram também gente das comunidades: o régulo da aldeia de Natoa, onde a Helpo construiu duas salas de aula em 2010, uma criança pequenina transportando água de um poço perto de casa numa caneca ou um pescador pescando à linha na que foi a primeira capital de Moçambique, a Ilha, a que também chamam Omuhipiti ou Muhipiti.
De lá trouxeram o Eu Helpo Tu Helpas, o novo hino solidário da Helpo, cantado por Tatanka em português e por Sukuma em chuabo, e também o videoclipe e as fotografias de Arlindo Camacho que documentam a estadia por terras de África, onde diz que sentiu uma energia que não tinha encontrado até então. Em Lisboa, Arlindo falou ainda das pessoas com capacidades enormes na dança, nas percussões ou no canto com quem se foram cruzando. E de como se vem sempre transformado de uma viagem feita assim, com o coração totalmente aberto. Tatanka, que há uns anos usou uma imagem da Helpo para um videoclipe e que há muito tinha vontade de fazer "qualquer coisa" em Moçambique, já sabia que o país iria mexer consigo. Não tendo raízes africanas, enfrentou o "desafio enorme" que lhe foi proposto levando a música para um lado onde se sentia mais confortável, sendo que o mais difícil foi não ter cabido tudo o que gravou, de ter que ir deixando cair coisas, fazendo opções. Tatanka recorreu para este trabalho à ideia de ponte, achando que quem vai também pode aprender muito.
Na apresentação em Lisboa, Tatanka disse ainda que a ponte não foi construída só com "duas pedras", referindo-se a ele próprio e ao companheiro Arlindo. E que todo o trabalho da Helpo, há 18 anos em Moçambique (o mesmo número das fotografias de Arlindo Camacho agora divulgadas), é fruto do trabalho de muita gente. Estiveram também presentes António Perez Metelo, antigo presidente da organização que actua sobretudo nas áreas da educação, nutrição, saúde materno-infantil e ajuda humanitária e de emergência; a cantora Selma Uamusse, actual presidente e que se mostrou comovida com o video de Arlindo e muitíssimo feliz com o nível artístico do trabalho feito; e Carlos Almeida, coordenador nacional da Helpo em Moçambique e desde 2010 no país. Considera que o sucesso da organização, que actua actualmente em 101 focos de intervenção, chegando a mais de 181 000 crianças, tem a ver com o estar há muito anos com as comunidades, ser este uma espécie de projecto maratona.
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| © Arlindo Camacho |
A Helpo, que para além de Moçambique actua em Portugal, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, pode ser ajudada por todos, seja através do programa de apadrinhamento de crianças e jovens ou de projectos, através de donativos de qualquer valor ou através da consignação de 1 por cento do IRS na hora de declarar os impostos. É só colocar o NIF 507136845 no quadro 11 da declaração, procedimento que não tem qualquer custo para o contribuinte. Mais informações no site, através do e-mail info@helpo.pt ou através do telefone 211537686.
Por estes dias também se pode ajudar a organização comprando a caixa solidária agora lançada e que contém uma edição em vinil do tema Eu Helpo Tu Helpas e todas as fotografias de Arlindo Camacho em formato postal (à venda por 25 euros). Fotografias em formato maior podem ainda ser compradas por um valor entre 250 e 400 euros. Entretanto, estão em exposição até ao final do mês de Julho na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no Complexo de São Roque, no Largo Trindade Coelho. Mais informações: sofianobre@helpo.pt ou paulofernandes@helpo.pt.
Mais sobre os projectos da Helpo Futuros Presidentes e Estrada do Caminho Longo aqui e aqui.




















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