#4 Notas de um regresso a Moçambique – Um safari no Parque Nacional de Maputo

O Parque Nacional de Maputo foi reconhecido oficialmente como Património Mundial da UNESCO no dia 13 de Julho de 2025, pelo seu "valor universal excecional na conservação da biodiversidade e ecossistemas costeiros e savanas em Moçambique", e eu fiquei com vontade de lá voltar. O que aconteceu em Novembro passado, numa ida mais tranquila do que a viagem de estreia em 2023. O destino era de novo, desta vez por uma noite, o Montebelo Milibangalala Bay Resort, um investimento da empresa portuguesa Visabeira, que entretanto cresceu e tem agora 49 quartos, os mais recentes em blocos de dois andares.

Chegar a Milibangalala, bandeiras de Moçambique e de Portugal hasteadas à entrada e com alguma probabilidade o telemóvel de um dos moradores da reserva a carregar na casa dos guardas, é um prazer: pela localização à beira Índico, pela praia praticamente deserta, pelo charme dos bungalows, pelo restaurante que tanto serve caldo verde e pratos de bacalhau como caril de caranguejo, pela vista que se alcança de uma colina próxima, um bom lugar para fazer um piquenique ou para ver o pôr do sol (ou se der, para juntar as duas coisas). Da entrada de Futi, a porta de acesso ao parque, até lá são 39 quilómetros e entre duas a três horas de caminho, animadas pela dificuldade do trilho, pela paisagem e pelos animais que se vão encontrando. E desta vez fizemos um desvio no percurso mais directo, para alcançarmos a lagoa de Maxanfi, habitat de muitos hipopótamos, de patos e de corvos marinhos. E valeu a pena. Nem chegou a ser preciso activar os serviços de "resgate de turistas perdidos" (que tem um custo de 2500 meticais, segundo informação fornecidas no site do Parque). 























 © António Jorge Costa






















O Parque Nacional de Maputo é o segundo Património Mundial da UNESCO em Moçambique, juntando-se assim à Ilha de Moçambique, declarada em 1991. Mas é o primeiro de carácter natural.

A entrada de Futi, à beira da estrada que liga a Catembe à Ponta do Ouro, está aberta entre as 6h e as 18h de Outubro a Março e das 7h às 17h de Abril a Setembro, sendo que a entrada deve ser feita até duas horas antes do encerramento e o ideal será pelo menos três. Os preços de entrada para visita de um dia são de 400 meticais para moçambicanos, 600 para provenientes de países SADC e 900 para estrangeiros. Também há tarifas semanais e anuais e a possibilidade de reservar a companhia de um guia no próprio carro (3000 meticais) ou de fazer um safari em carro da reserva para um mínimo de seis pessoas (1500 meticais para três horas, 2500 para seis). Mais informações: +258 856000900, reservas@parquemaputo.gov.mz ou no site.

O cinco estrelas Montebelo Milibangalala Bay Resort, inaugurado em Março de 2022, tem bungalows de tipologia T0, T1 e T2 (todos com vista mar, os dois últimos com kitchenette) e agora quartos "deluxe" em blocos de dois andares (só os do piso superior têm vista mar). Reservas e mais informações: +258840943085, milibangalala@montebelohotels.com ou no site.

O ecolodge de luxo Anvil Bay, localizado na Ponta Chemucane e com dez casinhas no meio da floresta, o lodge de praia de Membene, com 24 chalets e lugares para campismo (mais informações: +258870162730), o espaço para acampar à beira da lagoa Xinguti e ainda alguns locais para "campismo rústico" (o mais próximo da porta de Futi é o da Planície dos Elefantes) são as outras opções de alojamento dentro do Parque.


Publicações sobre o 23º regresso a Moçambique:

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