#3 Notas de um regresso a Moçambique - Green Turtle: a última ceia
Aos rumores de que estava fechado ou de que iria fechar seguiu-se a confirmação de que as coisas não iriam ficar iguais pelo Green Turtle. No último regresso ao Tofo, com um inevitável salto à praia da Barra, ficámos a saber que "O melhor restaurante de Moçambique", também capaz de integrar o "Top 10" dos restaurantes de África (assim acham alguns utilizadores no Tripadvisor), iria deixar de ter à frente da cozinha os franceses Joelle e François Chapuis, um casal de Montpellier que já ali estava há 15 anos, a fazer as delícias de quase todos os que por lá passavam. E que antes disso já tinha estado no Escondidinho, na Ilha de Moçambique.
O Green Turtle foi sobrevivendo ao avanço do mar e à erosão que afecta a Barra ou à passagem de ciclones (o Freddy andou por ali em Março de 2023). Mas não sobreviveu à decisão do Bay View Lodge, onde se localiza, de não renovar o contrato de arrendamento com quem criou um restaurante "Digno de estrela Michelin". Mesmo que continue aberto, mesmo que se continue a chamar Green Turtle, não será o mesmo restaurante. A partir de 27 de Janeiro, deixou de refletir a cozinha, os padrões e a identidade da anterior equipa, anunciaram entretanto Joelle e François em comunicado. No Facebook, houve quem lamentasse o fecho de um negócio que estava a prosperar, num post a que chamou A Última Ceia, dizendo que já sentia a falta da "comida maravilhosa". E quem reagisse assumindo estar de "coração apertado", com a "gulodice magoada". A salada de caranguejo com abacate, os ceviche e os carpaccio de peixe, o caril de peixe e camarão, o sorvete de manga ou o bolo de chocolate com gelado de coco vão deixar saudades.
Mais sobre as visitas ao Green Turtle aqui, em 2017, e aqui, em 2019.






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